Atendimento psicanalítico individual para adolescentes a partir dos 13 anos
A adolescência não é apenas uma fase de passagem. É um tempo em que algo se reorganiza profundamente: o corpo muda, as referências familiares se deslocam, os vínculos ganham outro peso e a pergunta sobre quem se é começa a exigir resposta. Para muitos adolescentes, esse processo acontece em silêncio, porque faltam palavras para o que está sendo vivido, ou porque as palavras disponíveis não parecem suficientes para o que se sente.
A psicanálise oferece um espaço diferente. Não é um espaço de orientação nem de correção de comportamento, mas um lugar onde o adolescente pode falar sem precisar se justificar, sem precisar parecer bem, sem precisar corresponder ao que se espera dele. Um espaço onde o sofrimento pode encontrar alguma forma de ser dito.
Meu trabalho se orienta por uma escuta ética e por uma profundidade clínica, sustentada com sensibilidade diante da maneira única de ser de cada pessoa. Aqui, o sofrimento é acolhido em sua complexidade, sem reduções ou respostas apressadas. O processo analítico respeita o tempo de cada um. E quando há escuta, algo pode encontrar lugar.
Não existe uma lista de sintomas necessários para começar. O que traz um adolescente ao consultório é sempre singular: pode ser uma angústia difusa, um isolamento que não se explica, dificuldades nas relações com a família ou com os amigos, questões ligadas ao corpo, à sexualidade, à identidade, ao desempenho escolar, ao uso excessivo de telas, ao luto por algo que se perdeu. Pode ser também um mal-estar que não tem nome ainda.
O ponto de partida não precisa ser claro. Às vezes o que traz o adolescente é justamente isso: a sensação de que algo não vai bem, sem saber exatamente o quê.
O primeiro contato é feito com os pais ou responsáveis. Esse encontro inicial serve para que eu possa compreender o que os trouxe até aqui, conhecer um pouco da história do adolescente e esclarecer como funciona o processo. Não é uma triagem: é um espaço de escuta para quem também está diante de algo que preocupa.
Após esse primeiro momento com os pais, o atendimento passa a ser individual. As sessões são com o adolescente, semanalmente, em um ambiente de sigilo e presença cuidadosa. O trabalho analítico respeita o tempo de cada um e não tem um roteiro definido: é orientado pelo que o próprio adolescente traz.
Atendo adolescentes a partir dos 13 anos, de forma presencial em Icaraí, Niterói, ou online.
Não é preciso esperar que o sofrimento se torne uma crise. Se algo no seu filho tem preocupado você, seja um silêncio diferente, um afastamento, uma mudança abrupta ou algo que ele não consegue colocar em palavras, uma primeira conversa pode ajudar a compreender o que está acontecendo e avaliar se este é o momento de iniciar uma análise. Muitas vezes o próprio adolescente pede ajuda, ainda que não diretamente, e é possível perceber que algo ali precisa ser escutado.
Ajuda quando o adolescente aceita a proposta de iniciar uma análise, mas nem sempre esse desejo está presente desde o começo. Isso não impede que, ao longo dos encontros, ele possa construir uma relação própria com aquele espaço.
Se a resistência persistir, ela também merece ser escutada. É importante compreender o que o adolescente tem a dizer sobre estar ali e conversar com a família sobre os caminhos possíveis.
As sessões acontecem semanalmente, de forma presencial, no consultório em Icaraí, Niterói, ou online.
O tempo de tratamento não é definido previamente. Cada adolescente tem seu próprio percurso, e a duração depende das questões que surgem e de como o trabalho se desenvolve.
Para muitos adolescentes, o atendimento online pode funcionar bem, especialmente para aqueles que se sentem mais à vontade em seu próprio espaço ou têm dificuldade de deslocamento. É importante, porém, que tenham um lugar reservado em casa, onde possam falar com privacidade, sem serem ouvidos ou interrompidos.
Mayara Santana é psicóloga e psicanalista, graduada e pós-graduada pela UFF, com formação continuada na Escola de Psicanálise Letra Freudiana. 17 anos de prática clínica. CRP 05/37485.
Se você é pai ou mãe e está considerando buscar atendimento para seu filho, o primeiro passo é uma conversa comigo. Podemos conversar sobre o que está acontecendo e avaliar juntos se a análise faz sentido para esse momento.